Insônia e criação

A insônia, às vezes, me toma de assalto. É como se meu coração despertasse o corpo para dizer que está aflito, como se a consciência dissesse que precisa falar, como se a vida dissesse que preciso mudar.

 

Então escrevo. E o faço como se não soubesse fazer outra coisa, como se as palavras fossem o remédio que preciso para curar todos os males do corpo e do espírito.

 

Nesses momentos não sou eu quem está criando uma obra - longe disso -, é a obra que cria um escritor, moldado à sua imagem e semelhança.

 

 

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